Descobrir novos mimos culturais é sempre prazeroso, uma nova banda, novo designer, escritor, etc., muito embora possa se traduzir como algo bastante difícil – especialmente no universo cristão brasileiro, onde ainda predomina uma certa rejeição às criações que buscam um pouco mais pela arte em si. Fugindo dos modelos hermeticamente traçados pela cultura gospel surgem artistas que, justamente por pisarem fora da curva, agradam à todos sem perder o conteúdo.

Em resumo bem informal: é conteúdo que qualquer pessoa pode apreciar, independente de sua fé (ou falta dela). Nessa toada que o *catavento inicia uma série de posts intitulados “Conheça:”, com artistas que consideramos encaixarem-se nesse perfil, sejam eles já bem conhecidos ou despontando. Segundo ponto importante é que a série não terá uma periodicidade fixa, ou seja, ela virá como Gandalf: nunca atrasada, nem adiantada, mas chegará no preciso momento em que deverá chegar.


Velho Irlandês
velho

Início:

No ano de 2009 o Velho Irlandês deixava Nárnia e chegava no cenário nacional. Inicialmente composta pela Marcela Vale (do Mah Mundi) no vocal, dois bateristas: Rômulo Xá e Bruno Dias, Claudio Falcão nas guitarras, no baixo: Max Folgado e no teclado, Raphael Xavier. E, ainda nos bastidores, Alan Fecury, participando dos ensaios, gravações e composições.

Mudanças:

Quase dois anos depois de seu início, a banda passou por uma restruturação com a saída formal da Marcela Vale por conta de seu trabalho solo. É nesse momento que o Alan Fecury sai dos bastidores direto pro front lead da banda, como ele mesmo bem narra:

“Na época eram apenas Rômulo, Raphael e Max. Foi quando no ano de 2011 recebi uma ligação do Rominho me explicando a situação da banda, e sugerindo começar um trabalho novo com minhas composições. Eu lembro de ter dado uma risada e falado: ‘cara vocês são o Velho Irlandês, não podemos deixar esse projeto acabar assim! Quando começamos?’ A partir dai começamos o processo criativo que gerou um trabalho lindo chamado ‘Velho no recreio’. Belíssimas canções com melodias sinuosas, muitas referências à bandas nacionais, mas com uma estética sonora ainda semelhante a fase anterior da banda.”

Multiforme:

Com um título que praticamente traduz a trajetória da banda até então, em Julho de 2014 chega o álbum “Multiforme”, de sonoridade amadurecida e que já começa a dar feições mais sólidas ao novo rosto do grupo. Novamente nas palavras do próprio Alan:

“Esse álbum tem vários aspectos importantes para nós, pois consideramos um trabalho que reflete mais claramente nossa proposta como banda, não só sonoramente e esteticamente, mas também como propósito. Na contra-mão de uma sonoridade cheia de cordas, acústica e meio “Mainstream” quando o assunto é mpb; buscamos referências mais eletrônicas de bandas que amamos para fazer esse álbum, sons que marcaram a nossa infância e a juventude do Max (Membro sênior rsrs)”

São bandas como: “Human League”, “Alphaville”, Simple Minds”, “Depeche Mode” e “Joy Division” que norteiam a sonoridade do grupo carioca, também com influências mais pontuais de “U2” e “Coldplay” nas guitarras e “Daft Punk” e “Kavinsky” nos teclados.

Desse novo trabalho você pode conferir 4 músicas, com destaque para “Lava” que “melhor traduz esse espírito da banda atualmente”:

Os caras do Velho:

velho banda
Todos cristãos há mais de 20 anos, Rômulo, Raphael e Alan também são filhos de pastores evangélicos. Como bem ressalta Fecury, isso os ajudou a perceber que muito embora a igreja possua uma linguagem e símbolos próprios, bem como uma cultura linda, muitas vezes pessoas são impedidas de conhecer os conceitos de Deus, por esses serem apresentados com uma linguagem que o mundo não reconhece.

“Acredito que tirando todo o prazer envolvido no processo de composição e apresentações, uma outra coisa muito importante para a banda nesse projeto é transmitir conceitos e valores cristãos, em uma musica contemporânea de qualidade, com uma linguagem “não evangélica”, sem jargões, apenas essência. Por isso o nome Multiforme, assim como em Efésios 3:10.”

Buscando uma linguagem poética acessível, aliada à arranjos modernos e uma produção musical, a banda procura seguir o certa vez disse C. S. Lewis: “O mundo não precisa de mais autores escrevendo livros cristãos, o mundo precisa é de mais cristãos escrevendo livros.” e molda o que faz nas palavras desse sábio Velho Irlandês. E é assim que entregamos o nome da banda.


Capa: facebook oficial da banda.

Multiforme foi lançado agora em julho e você já pode adquirir o seu pela like store da banda no facebook, CLIQUE AQUI.

Página oficial da banda: http://www.velhoirlandes.com.br/

Contato com o Velho Irlandês pode ser feito pelo site acima ou pelos telefones: Alan Fecury – (0xx21) 98104-5695 / Max Folgado – (0xx21) 99989-0190