[dropcap1]S[/dropcap1]e o Brasil entrou oficialmente no circuito de bandas internacionais nos últimos tempos, não seria diferente no cenário de conferências e festivais cristãos. Nas temporadas mais recentes, Leeland e Jars of Clay passaram pela Conferência Oxigênio, em Recife; Switchfoot e Shawn McDonald estiveram no Love, em São Paulo. Agora é a vez de Michael Gungor e os malucos que o acompanham se apresentarem no Rock No Vale, festival que acontece nos dias 6, 7 e 8 de dezembro em Arujá, a pouco mais de 40km da capital paulista.

Citar o festival Love não é por acaso. A referência é importante, considerando que a gestão é de Rafael Deidrich, o produtor geral do Rock No Vale, que foi idealizado por Marcos Botelho e a turma dos Jovens da Verdade. O encontro promete. Não apenas Gungor está na lista, mas a curadoria musical é aguçada como na época do Love. Junto a Gungor, os headlines são Palavrantiga, Oficina G3, Livres, Tanlan e Resgate. No palco alternativo tocam Crombie, Danni Distler, Simonami, Columbra e Mahmundi. O último nome é curioso: o projeto eletropop da carioca Marcela Vale (ex-Velho Irlandês) aparece pela primeira vez numa programação cristã.

Fé, música e consciência

[quote_right]”A proposta é trazer um momento de reflexão e resgate dos valores e princípios cristãos de cuidado e zelo com a Terra”, Rafael Diedrich[/quote_right]Rafael Diedrich, em entrevista ao *catavento, explica que a proposta musical que havia no Love é amplificada aqui. “O Love era um ajuntamento com um sentido mais orgânico, menos entretenimento, mais experimental e em casas que nenhum artista “gospel” gostaria de tocar – locais fechados, escuros, próximos a bares e prostíbulos”, explica fazendo referência a Av. Augusta, em São Paulo.

As bandas que estavam começando na época do Love, como Palavrantiga, Crombie e Tanlan, agora são mais conhecidas do público brasileiro. A proposta no Rock no Vale é unir música à teologia da missão integral, que aqui mostra a sua faceta de se preocupar com o planeta. Não é todo dia que a gente vê um festival que busca falar aos cristãos sobre sustentabilidade. Rafael explica que “a proposta é trazer um momento de reflexão e resgate dos valores e princípios cristãos de cuidado e zelo com a Terra e, consequentemente, com os seres vivos que nela habitam”. Por lá estarão nomes como Ariovaldo Ramos e Ed Rene Kivitz.

rafaeldiedrich

Rafael Diedrich, produtor geral do Rock no Vale.

Eclético e surpreendente

Trazer Gungor ao Brasil não é tarefa fácil. Segundo Marcos Botelho, a banda se convenceu facilmente com a proposta da sustentabilidade, mas a vinda de gringos ao Brasil envolve vistos, passagens pra muito mais gente do que se espera e um bocado de paciência. Quem conhece o som da banda sabe, apesar de tudo, que o investimento vale a pena.

Michael Gungor tem 33 anos e lidera a banda que carrega seu sobrenome. Ainda que anteriormente tenha sido mais conhecido como Michael Gungor Band, foi com o álbum “Beautiful Things” que teve seu nome mudado como grupo e reconhecido com algumas indicações ao Grammy. Acontece que sua jornada nos relembra um tanto de Los Hermanos: o primeiro disco é belo, mas perto do que veio em “Ghosts Upon the Earth” (2011) ou “I Am Mountain” (2013), é extremamente comportado – tudo mudou de cabeça pra baixo.

Gungor é um virtuose estudioso da guitarra e eclético em suas composições. Elas passeiam entre o folk intimista de Bon Iver, o folk-eletrônico de Sufjan Stevens, até chegar a um piano rock simples, simples. Sempre inspirador, seu clássico “Beautiful Things” foi a nossa canção do “dia do descanso”, no último domingo. Assim, o show promete, tal qual o festival que o apresenta ao público nacional.

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Rock no Vale

6, 7 e 8 de dezembro
Arujá (SP)
http://www.rocknovale.com

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