Bo Burnhman mescla cinismo, humor autodepreciativo e observações profundas sobre nossas vidas e a sociedade em que vivemos.

Críticas à cultura pop, quebras de ritmo nonsense e uma série de alfinetadas veladas que vão crescendo e de forma surpreendente culminam com um momento de reflexão sobre nossa geração; tão direto, que é um tapa na cara.

Apesar de ser uma apresentação ao vivo, tudo é ensaiado e bem editado, com piadas que só funcionam com o uso da edição e a câmera desempenhando um papel fundamental no decorrer do show. Tudo isso recheado com música, tornando a performance mais que pura comédia: é entretenimento de primeira qualidade.

Ou mais que isso, é uma crítica regada pelo humor, contestando privilégios, passeando por temas como feminismo, racismo e hedonismo de forma orgânica e ao mesmo tempo velada e explícita – uma aparente contradição deliciosa de se ver.

Ao fim, a estranha sensação de não saber definir se tudo foi extremamente artificial ou real demais.

“Eu devo subir aqui em cima e dizer: ‘Sigam seus sonhos’?
Isso não é uma meritocracia.
Eu tive uma vida privilegiada; e
eu tive sorte; e
eu sou infeliz.”

Make Happy está disponível no Netflix.


burnhamMake Happy

Direção: Bo Burnham, Christopher Storer

Roteiro: Bo Burnham

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